NUCA #2
Natalia captura universos em escala micro. A partir de um
olhar sensível, a menor composição se torna algo
magnânimo. Contornos advindos da ferrugem de um portão
se tornam solos arenosos desgastados; fungos em estado
de germinação dão composição a um ecossistema
complexo ainda não catalogado. Uma marca da obra de
Natalia é a ludicidade que ela aporta a suas imagens. Tentar
decifrar o recorte que dá origem à fotografia transforma-se
em um jogo que ativa a imaginação e desafia o nosso olhar.
Assim, a fotografia de Natália obriga o interlocutor a utilizar
sua capacidade interpretativa ao mesmo tempo em que
busca possíveis referências para encontrar a procedência.
daquilo que se encontra a sua frente.
Moroni Henrique de Holanda Felippe